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O B J E C T I V A M E N T E

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O B J E C T I V A M E N T E

«observador e reflexivo»

Maio 21, 2020

Quem se acostumou a associar á idéa de porto a da vastidão do estuario do Tejo, só concede honras de doca á bacia que, do lado da Europa, remata o canal de Suez. Os navios precisam arrumar-se n'ella como espectadores n'uma plateia, com os cotovêlos em contacto, e amarrar-se de pôpa e prôa para não terem o capricho subversivo de girar sobre a amarra. No fundo d'essa bacia de aguas turvas abre-se a entrada do canal, e as suas bordas são formadas, d'uma parte pela linha dos caes da cidade, da outra por ilhotas e restingas, de topographia confusa, que a dividem, mas creio que a não isolam, do lago Menzaleh, porque são intervalladas por esteiros e canaes. Sobre esses rôtos tabiques de areia coberta por espessas camadas de carvão assentam-se officinas, armazens, depositos de combustivel, e nas calas que os rompem apinham-se rebocadores e jangadas, dragas e batelões, fundindo as formas em grupamentos escuros. Os carvoeiros e os vapores que se demoram para concertos fundeiam a par, com a pôpa virada contra essa margem, os que vão de passagem estendem-se em filas parallelas ao eixo longitudinal do porto, dando o costado ao caes e tão perto d'elle que deitam cabos para terra. Por entre uns e outros perpassam incessantemente possantes tugs roncadores e ageis escaleres golfando fumo branco, arrastam-se jangadas e batelões caregando pilhas geometricas de hulha, emquanto innumeros catraios a remos, pintados de côres vivas, resvalam surrateiros á flôr das aguas lizas transportando passageiros de capacetes de cortiça e chapeus champignon, que alvejam na solheira. O movimento maritimo é vivo e ruidoso. A toda a hora entra do mar ou larga para o mar, vem do canal ou vae para o canal, algum populoso paquete das carreiras do Oriente ou algum bojudo cargo-boat da India ou da Australia, e a cada partida e cada chegada referve no porto a faina intrepida das cargas e descargas, dos embarques e desembarques, espalhando nos ares luminosos as vibrações sonoras de businas, de machinas, baques de fardos, guinchos de moitões, rangeduras de amarras, gritas da maruja, algaraviadas de barqueiros.

O desembarque é uma lucta.

 

[...]

 

Mercê da amizade com que se honra e se envaidece o gerente d'esta revista, permittiu o sr. conselheiro Antonio Ennes com aprimorada gentileza aos Serões publicarem este livro inédito de impressões de viagem á Africa Oriental, no qual os leitores terão mais uma vez ensejo de apreciar as altas qualidades de espirito observador e reflexivo que caracterisam o eminente homem de estado e as excellencias de linguagem que distinguem o escriptor.

 

Antonio Ennes, De Lisboa a Moçambique. Porto Said – O canal de Suez – O mar Vermelho.
Serões, Revista Mensal Illustrada.
Director, Adrião de Seixas. Lisboa, Março 1901. Série 1, Vol.1, N.º1, pp.17-18,34.

«ordens de factores»

Maio 17, 2020

Duas ordens de factores condicionam acceleradamente a ruína das industrias tradicionaes que, entre nós, resistiram até hoje. Por um lado, a falta de educação artística, o influxo desastroso da modernice, a invasão do extrangeirismo; por outro, a perda de intima solidariedade, a indifferença corrosiva e dissolvente e o ingrato desrespeito por esses legados, que, promanando de ancestraes distantemente apagados e esquecidos, nos foram transmittidos, com inteireza fiel e piedosa, pelo laço indefinido das gerações, que nos precederam.

Perdem umas o caracter, e os seus productos redundam em aberrações cafreanas; morrem outras em resignada agonia pelo seu abandono e desuso, ou pela concorrencia do fabrico mechanico; certas, desapparecem pela substituição do exotismo congenere e ainda pela simultanea convergencia da indisciplina esthetica que as subalterniza.

Magôa e contrista a extincção e definhamento d'essas vetustas fontes de energia, credoras do nosso mais enternecido reconhecimento, porque nas manufacturas derivadas da sua transformação productora exhibia-se a expressão concreta das mais excellentes qualidades, que podem relevar e distinguir um povo: – originalidade inventiva, temperamento excepcional de assimilação, fina intuição de relativos principios de belleza.

 

Manoel Monteiro, Industrias Populares (Portuguezas).
ARTE & VIDA, REVISTA D'ARTE, CRITICA E SCIENCIA, N.º1.
Livraria Academica, Editora. Coimbra, Novembro 1904, p.10.

«o triumpho dos egoismos»

Maio 17, 2020

. . . a necessidade, que o homem moderno experimenta, de exteriormente se compor e enfeitar, para mascarar a decadencia da sua vitalidade interior e profunda. Trata-se de evitar que nós, procedendo a minucioso exame da nossa escavacada personalidade, não caiamos no terror e no horror do nosso proprio ser: utilisam-se modas e sophismas, pingentes e subterfugios, erros e engastes falsos de molde a tapar todos os furos e buracos da nossa ruína, corporea e psychica. Fugimos da Verdade porque a verdade seria a comprehensão da nossa queda. Queremos a illusão, a esperança vaga, as fanfarras de rhetorica, a barulheira ensurdecedora e os berros desentoados porque nos desvia de encontros terriveis com nós mesmo. [...] Vivemos, por instincto de conservação, uma existencia inteiramente ruidosa e berrante, futil e esteril, superficial e fementida – paradoxos, blagues, gestos oratorios, emphase e pose, embustes e pantomimices. No amor busca-se a febre sensual, na moral, o triumpho dos egoismos, na religião a degola da sinceridade crente, na arte o engodo do publico e no vestuario e na joalharia a linha que corrige e o fulgor que engana. [...] Envenenam-se as palavras simples e deturpam-se as boas intenções, porque tanto umas como outras visam a despojar a sociedade da sua carapaça de postiços e remendos [...].

 

Padre Manso, Notas da Decadencia – O Culto da Mentira.
ARTE & VIDA, REVISTA D'ARTE, CRITICA E SCIENCIA, N.º1.
Livraria Academica, Editora. Coimbra, Novembro 1904, p.15.

«de vento levantado»

Maio 13, 2020

Dali à entrada da quinta corria um muro de pedra solta onde espreitavam trepadeiras, e só a uns vinte metros se erguia a parede nobre com o grande portão verde de padieira grossa, que ao abrir bem até atrás, devido a uma posição mal calculada, batia na borda da sineira arrematada do naufrágio de um veleiro. Do lado oposto à cidade a estrada descrevia uma curva ao longo de muros de cetrados, onde os grilos pareciam, de Verão, o queixume da ilha abafada e em que pairava agora um pasmo solto de tudo, menos do mar. As lâmpadas da rede, lá para Porto Pim, faziam mais escura a massa de águas que devia rolar enrefegada a um começo de vento levantado, pouco e já duro. [...]

 

Os cedros tornaram a ramalhar bruscamente. Agora as guinadas do vento repetiam-se. Vinha certeiro no silêncio e experimentava fortemente as árvores, que durante um segundo descreviam um círculo cheio, como piões no torpor. Mas entre duas lufadas a quinta cerrava-se outra vez; ficava tudo compacto, debaixo de um bafo. Um cheiro a lava salgada e a seiva de cedro inebriava. [...]

 

Desencadeara-se uma poeira inverosímil em lugar tão limpo de terra, uma verdadeira nuvem de areúscos arrancados ao atalho que seguiam, de mistura com folhas enroladas e ásperas do leite das figueiras. As plantas da grota, jarros, fetos, apesar de rasas e abrigadas na dobra de lava cavada pelos enxurros, abanavam com uma violência de mata abalada no centro. E, entre as árvores estaladas da quinta e o mar já grosso e tapado por uma pasta de escuridão, ficaram um bocado sufocados, sem poderem andar, voltados de repente, como panos de guarda-chuvas, à procura de ar respirável, apanhando nas orelhas o chicote do vento e da areia.

Ao longo da grota corria um caminho abandonado, rasgado de relheiras: o Caminho Velho. Partindo dali, cingia a ilha num grande anel, como se tivessem armado um laço de cinza às gaivotas. Só o interrompiam penedos, fortins, um ou outro posto da Guarda Fiscal, a Doca e a cidade.

 

Vitorino Nemésio, Mau Tempo no Canal [1944].
Livros Unibolso, Editores Associados, com acordo de Livraria Bertrand S.A.R.L..
Biblioteca Universal, Lisboa, s/d, pp.7-14.

«Destemperos da Primavera»

Maio 12, 2020

O muro [...] é alto, revestido de cal; e do lado interior, grandes ciprestes se elevam no ar, como obeliscos de veludo verde-negro. [...] Ora imperturbáveis, imóveis, como esculpidos e pintados sobre o fundo azul, ora baloiçando como imensos penachos no céu embrulhado em nuvens tumultuosas. [...]

À esquerda, o caminho fica desabrigado. O terreno quase se despenha até à estrada real, plantado, aqui e ali, de velhas oliveiras que se estorcem a pouca altura do chão. E depois, para o lado norte, um casario da cidade se atropela como um presépio louco, dominado pelas torres e as linhas da Sé. Para o lado sul, suavemente ondula a infindável planície, que se perde em confins lilases ou alvacentos de névoa.

[...]

Ele estava ali vivo, parara um instante naquele caminho real, tão seu conhecido, bastava palpar aquele muro para ver que era de pedra e cal, o céu era céu, o casario da cidade e a planície lá em baixo não ofereciam nenhuma aparência de gravura. Tanto mais que sobre tudo isto brilhava um esplêndido sol de Primavera! O dia nada tinha dos dias de névoa em que se dissolvem os contornos, e o mundo flutua indeciso. Não obstante, de repente, por um momento, eis que tudo aquilo perdera a consistência da realidade: Era como se fosse um desenho, uma pintura, uma gravura, e ele próprio o herói duma ficção qualquer, vivendo uma história inventada não sabia por quem.

[...]

Depois, mudou o tempo: Começou a chover, levantou-se um vento desenfreado, as pontas dos grandes penachos dos ciprestes varriam as nuvens como se a eles os sacudissem violentas cóleras ocultas. E depois houve céus demasiado quietos, expectantes, que foram abalados por trovões acompanhados de novos chuveiros. Destemperos da Primavera [...].

 

José Régio, Os Alicerces da Realidade.
Há Mais Mundos – Contos. Portugália Editora, Colecção Contemporânea, Lisboa, 1962, pp.209-214.

«específico e irredutível»

Maio 10, 2020

«Lamenta-se muitas vezes o estado da infância e não se vê que a raça humana teria perecido se o homem não tivesse começado por ser criança» (Rousseau).

[...]

. . . a sua fundamental concepção da aprendizagem. Ou seja, a verdade claramente vista de que na longa infância e na angustiosa adolescência está o segredo da superioridade do homem relativamente a todos os seres de outras espécies que o rodeiam.

[...]

Ao entrar no mundo, a criança tem a visão vaga e cinzenta, tem os movimentos incoordenados, tem decerto a cenestesia de um ser quase vegetativo – mas ao fim de alguns dias, de alguns meses, de mais algum tempo, a sua sabedoria total e vital, afectiva e anímica, é já tão rica que nenhum confronto pode ser feito entre o que nela se deu e ela adquiriu com o que se dá e o que se adquire, em fase análoga, com qualquer outro ser de outra espécie [...].

O desenvolvimento infantil é específico e irredutível a quaisquer indagações biológicas por analogia.

Por isso a aprendizagem humana de modo algum poderá ser de certo explicada e compreendida por meio de investigações biológicas a analógicas com outras espécies [...].

 

Sant'Anna Dionísio, Um valioso truísmo de Rousseau.
Espiral, Cadernos de Cultura – Ensino e Educação dos Portugueses.
Ano II, N.º duplo 8/9, pp.19-20. Lisboa, Inverno de 1965.

«nesta época transitiva e dilacerante»

Maio 07, 2020

Não se trata de defender o ucronismo do passado, tão nocivo como ucronismo do futuro. Não se trata de desviar o ensino português das suas funções científicas, técnicas e pragmáticas. [...] É evidente que todas as sociedades [...] precisam hoje de profissionais preparados para fazer face à cada vez mais complexa problemática social ou económica.

Mas os técnicos além de técnicos, os cientistas além de cientistas, os funcionários além de funcionários são sobretudo homens. Como homens, pertencem a uma cultura, a uma civilização, a uma pátria. São homens ou são mulheres. Pais, filhos ou chefes de família. Cidadãos. Seres que não podem definir-se apenas por habitarem um corpo com tais e tais características. Seres vinculados ao espírito, ainda quando distraìdamente o esquecem. Homens, não números. Homens que levam consigo, todos e cada um, a tremenda responsabilidade universal de, através dos seus pensamentos, das suas palavras e das suas obras, modificarem o mundo. Ora transformar [...] menores em maiores, personalidades passivas em personalidades activas é a primeira finalidade da educação. [...]

Não servem professores, são precisos mestres. Não servem alunos, são precisos discípulos. Não servem funcionários, são indispensáveis apóstolos. Não servem técnicos, são imprescindíveis homens. [...] . . . nesta época transitiva e dilacerante, mas que é para nós o limiar da luz ou da noite. Não nos ajudarão verdadeiramente a política, a vontade, o sentimento. Não poderemos contar com ninguém, senão connosco próprios. Hemos de provar que existimos [...] para alguma coisa mais do que para subsistir. Hemos de ultrapassar-nos em todos os campos e, se falamos em civilização do Espírito, hemos de o mostrar nas nossas leis, na nossa ciência, na nossa filosofia, nos nossos costumes, na nossa vida.

[...] Ou reformamos por completo o nosso ensino ou pura e simplesmente não vale a pena falar mais no futuro, porque um povo vegetativo e inerte, esteja ele bem ou mal organizado socialmente, não tem existência própria e autónoma, é um triste luar a sugar pálidos reflexos de luz de qualquer sol, um satélite rodando interminàvelmente em qualquer órbita.

 

António Quadros, A diáspora portuguesa. 5 – A educação portuguesa.
Espiral, Cadernos de Cultura – Ensino e Educação dos Portugueses.
Ano II, N.º duplo 8/9, pp.72-73. Lisboa, Inverno de 1965.

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Literatura, Arte, Filosofia, Cultura.

Pensamento e crítica em

Língua Portuguesa.


Com a responsabilidade própria de cada um (autores e leitores).

Sem inferências: sem extrapolações.



Sínteses

um ponto de vista - o Espírito - uma dor escondida
infinitamente - um drama - da inteligência
e o imaginário - a ressoar - nomes opacos
cultura - porém - desmedida
o mundo - pensou e pensará - paysagens



Apontamentos

ACTIVIDADES- ACTORES- ARQUITECTURA- COLECÇÃO- CONFECÇÕES- DESACTIVAÇÃO- DESINFECTA- DIRECTO- DIRECTOR- EFECTUAR- FACTORES- FACTURA- OBJECTOS- ÓPTICA- PROJECTO- PROTECÇÃO- REDACÇÃO- RESPECTIVO- SELECCIONADAS-



Versões

SARAU_DE_ACADEMIA- RECOLHER_OBRIGATÓRIO- CULTURAL_IMATERIAL- VENTOS_E_OCEANOS- SIGNIFICADO- TRADICIONAL- COMPETÊNCIAS- ARTE_ROMANCEADA- VIRTUOSISMO- «Non_sine_altera»- CINEMA_PINTURA_POESIA_MÚSICA_(cancelado)- MURAL_COLECTIVO- HISTÓRIA_AZULEJO_ARTE_PORTUGAL- PROMONTÓRIOS- EMINENTEMENTE_AUTODIDACTA- PATRIMÓNIOS- PERCURSO_(cancelado)



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Sequências

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Conjunto




Deslizes

Tema

15 de Julho de 1867

«Portugal acaba de abolir a pena de morte. Acompanhar este progresso é dar o grande passo da civilização. Desde hoje, Portugal é a cabeça da Europa. Vós, Portugueses, não deixastes de ser navegadores intrépidos. Outrora íeis à frente no Oceano; hoje ides à frente na Verdade. Proclamar princípios é mais belo ainda que descobrir mundos.»

Victor Hugo, Carta a Pedro de Brito Aranha





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Casa Museu José Régio

Espaço Miguel Torga

Fundação António Quadros

MODERN!SMO Arquivo Virtual da Geração de Orpheu

Portal Agostinho da Silva

Rómulo de Carvalho – António Gedeão



Recursos

Academia Nacional de Belas-Artes

Academia Portuguesa da História

Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea

Associação dos Arqueólogos Portugueses

Bibliografia do Conto Português (séc. XIX- XX)

Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian

CAAA, Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura

Escola Artística de Música do Conservatório Nacional

Fundação Casa da Música

Fundação Lusíada

Fundação Oriente

Glosas Música Clássica dos Países de Língua Portuguesa

Instituto de Estudos Medievais

mpmp movimento patrimonial pela música portuguesa

Projecto Adamastor – Biblioteca digital

Projecto REUTILIZAR – Movimento pela reutilização dos livros escolares

Seminário Livre de História das Ideias

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Sociedade Portuguesa de Autores

Sociedade Portuguesa de Filosofia

Viúva Lamego



Registos



Paralelos



Directos





Apud . . .

António Quadros

Azinhal Abelho

Lima de Freitas

Mário Cláudio





. . . Dixit

Eugeni d'Ors

Miguel de Unamuno

René Huyghe

Victor Hugo

Referências

Plurais

Afonso Botelho (1919-1998?)

Agostinho da Silva (1906-1994)

Álvaro Ribeiro (1905-1981)

António Quadros (1923-1993)

Fernando Pessoa (1888-1935)

Alberto Caeiro

Álvaro de Campos

Ricardo Reis

José A. Ferreira (n.1927)

José Marinho (1904-1975)

Leonardo Coimbra (1883-1936)

Lima de Freitas (1927-1998)

Vasco Graça Moura (1942-2014)


Parcelares

Almada Negreiros (1893-1970)

António Braz Teixeira (n.1936)

Bernardo de Brito O. Cist. (1569-1617)

Campos Monteiro (1876-1933)

Carlos Queiroz (1907-1949)

David Mourão-Ferreira (1927-1996)

Delfim Santos (1907-1966)

Fernanda de Castro (1900-1994)

Fernando Ruy dos Santos Gilot (?)

Fidelino de Figueiredo (1889-1967)

Florêncio Terra (1858-1941)

Jaime Cortesão (1884-1960)

José Régio (1901-1969)

José Rodrigues Miguéis (1901-1980)

Lídia Jorge (n.1946)

Luís Forjaz Trigueiros (1915-2000)

Luiz Francisco Rebello (1924-2011)

Miguel Torga (1907-1995)

Ramalho Ortigão (1836-1915)

Raúl Brandão (1867-1930)

Sampaio Bruno (1857-1915)

Sant'Anna Dionísio (1902-1991)

Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)

Teixeira de Pascoaes (1877-1952)

Vergílio Ferreira (1916-1996)

Vitorino Nemésio (1901-1978)


Singulares

Aarão de Lacerda (1890-1947)

Agostinho de Campos (1870-1944)

Agustina Bessa Luís (1922-2019)

Alexandre Fradique Morujão (1922-2009)

Alves Redol (1911-1969)

António Ennes (1848-1901)

António Salvado (n.1936)

Antunes Valente (?)

Aquilino Ribeiro (1885-1963)

Augusto Saraiva (?)

Carlos Botelho (1899-1982)

Carlos Paredes (1925-2004)

Dom Marcos Barbosa O.S.B. (1915-1997)

Fernando Lopes Graça (1906-1994)

Fernando Namora (1919-1989)

Frederico de Freitas (1902-1980)

Geraldo Bessa Victor (1917-1985)

Graça Almeida Rodrigues (?)

Heloisa Cid (1908?-?)

Henrique Barrilaro Ruas (1921-2003)

João Gaspar Simões (1903-1987)

J. Coelho Pacheco (1894-1951)

Joel Serrão (1919-2008)

Joly Braga Santos (1924-1988)

Jorge de Sena (1919-1978)

Jorge Peixinho (1940-1995)

José-Augusto França (n.1922)

José Hermano Saraiva (1919-2012)

José Leite de Vasconcelos (1858-1941)

Júlio [dos Reis Pereira] (1902-1983)

Júlio Brandão (1870-1947)

Júlio Pereira (n. 1953)

Lauro António (n. 1942)

Manoel de Oliveira (1908-2015)

Manuel Breda Simões (1922-2009)

Manuel Ferreira Patrício (n.1938)

Marcelino Mesquita (1856-1919)

Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992)

Maria Judite de Carvalho (1921-1998)

Mário Cesariny (1923-2006)

Mário Cláudio (n.1941)

Moniz Barreto (1863-1899)

Nadir Afonso (1920-2013)

Natércia Freire (1919-2004)

Nunes da Rosa (1871-1946)

Nuno Gonçalves (Século XV)

Orlando Vitorino (1922-2003)

Rómulo de Carvalho (1906-1997)

Soeiro Pereira Gomes (1910-1949)

Teixeira de Carvalho (1861-1921)

Theophilo Braga (1843-1924)

Trindade Coelho (1861-1908)

Vianna da Motta (1868-1948)



Quotas

Alexis Carrel (1873-1944)

Arnold Toynbee (1889-1975)

Edgar Morin (n. 1921)

Elaine Sanceau (1896-1978)

Eugeni d'Ors (1881-1954)

Gilbert Sinoué (n.1947)

Henri Focillon (1881-1943)

Jean-Jacques Rouseau (1712-1778)

Manoelle Amé-Leroy (?)

Max-Pol Fouchet (1913-1980)

Miguel de Unamuno (1864-1936)

René Huyghe (1906-1997)

Tadao Takamizawa (n.1938 ?)

Victor Hugo (1802-1885)

Woody Allen (n.1935)

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